quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ventoinha

(...) quando eu falo sobre o amor... eu falo de um só baque,
que une-se a alguns micro-estouros em intervalos do sopro que dá no coração.
Alguns eu sei explicar, outros não. Aqueles que o sopro retira o ar são perfeitamente compreensíveis,
haja vista que
todos já amaram e desamaram. Ou, pelo menos, imaginam que depois do desamar
não há mais nada.
quando falamos em amor amando o sopro fica. E não cansa de soprar.
Laboriosa luta de um coração que não quer mais ventar.
Quer paz.
sem os nós que alguém continua a embolar, eu disse. embora eu mais pense;
não há meio-termo em tempos de hibernação: são os mais cruéis,
tudo paralisa, tudo.
menos o sopro.
Ventoinha cronometrada.
Agora venta coração!

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