terça-feira, 3 de novembro de 2009

FeSta da MaÇÃ | 06 de novembro


terça-feira, 27 de outubro de 2009

amém

Revira,
volta,
vira.
Ser contrário é o que deve ser.
Tudo é o contrário do que deveria ser.
O mundo ao contrário do avesso.
Lavei esse travesseiro ontem ainda hoje cheira.
cheio de sonhos.
o que levo, deixo.
se acendi quereria dizer que estive apagando.
o que não pago, não devo.
é cedo para quem já vai tarde.
estudo nada, faço nada, sofro nada, pego nada, engulo nada,
muito é o contrário de tudo.

sábado, 17 de outubro de 2009

Desabraço

Sobre nada
reflito água
do dia vai purifica
minha semente
ardente inflamada
grãozinho mais encaroçado do mundo
mundão de tão pequeno
abre janelas
enxuga frestas
organiza finais que jamais verão
sobre a luz de conselheiros patafisicistas
espiral que arrodeia
meu entorno
tão crescente
justificado.
Abraço de amor doido esse que espirala dedos costas barriga corrimão mão vai pra lá
Abraço de amor levado esse que me transtorna os sentidos urso sou me põe de ponta cabeça faz cosquinha que beleza.
Tão bom dizer sim e logo quem sabe depois dizer que talvez não

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

do amadurecimento.

- E então, como vai morando fora-de-casa, sem os pais?

- Vai bem...Mas emagreci horrores.

- Faz sentido...

- É. Demorou um tempo até eu me dar conta de que a comida não brota da mesa.

sábado, 10 de outubro de 2009

licença, poética? poética? licença poética? licença?


Era uma vez....
- Quatro heróis! diriam os meus leitores.
Não. Vocês se enganaram.
Era uma vez quatro perguntas. Não eram perguntas difíceis, mas simples perguntas dessas que servem para jogar no vento e se perder resposta de vista.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

AnDança

Peguei minha caixa toráccica
levantei a crista ilíaca
e posicionei o prumo
rumo a diagonal alta do meu centro.
ao meu lado, corpos
que mal sei os nomes; ofereço-lhes
o meu suor e o meu delírio,
e deles recebo-os de volta.
espiralamos na areia,
no mangue encrespamos
e contorções para sempre existir um olhar.
do olhar, sensação
que inspira contração
e espasminhos de espanador.
vinte e quatro horas já se passaram;
o primeiro impulso, ensaio
agora lança teu braço
agora lança teu rim
deposita seu peso aqui,
e pronto.
meu contra-peso amortecerá:
rolamento. queda. desequilíbrio
o compasso no espaço
obedeço agora ao ritmo frenético
do meu coração
que, como o vento, envia entre vias
sopro de respiração
por isso mesmo não trago comigo
ventila dor
para mim, cata-vento
de cores, bolinhas e amores.
cata-ventando contra sinuosidades
de uma dança-embarcação.


*em homenagem aos tripudançantes da embarcação Cuca Fresca, que sopraram fundo no meu cata-vento deixando assim eu respirar melhor.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

sobre rodas

Já não consigo escrever mais. escorrego em rodinhas.

ai
para não perder o costume esse amor, que de mistura não sabe bem o que sente. o que sente através desse amor. do que é o amor e o que ele resulta. na beleza do amor.
pois há sempre suspiros a dar e em suspiros transbordo-me de mim mesma
ai
mais do que nunca despida disfarçando o juízo e quereria no abismo lançar-me
movi ventando...
movi levando para o mais fundo onde fica a graça do amor
o amor é uma taquicardia! não podia ser coisa do bem isso de apavorar o juízo por um não-sei-o-quê de palavras que vinham sinuosas, despreocupadas... enroladas em sua fala tão cerrada.
para todos eles: desfibrila dor.

nenhuma forma de vida que alivie o estado fascinante de ser vivo todas estão de forma certa forma alguma contaminadas adestradas civilizadas.
cadê meu desfibrilador:
o preto é preto o desenho não é desenho que mais falta para o céu desabar sobre as cabeças de todas as cores e tamanhos, de sinapses diferenciadas e intensidade variável.

e debaixo da mesa das cartas e das certezas brota broto de ignorância
para quê levar a seiva todo dia?


*e de tanto automatismo, me perdi. às vezes quero pôr palavras em cima do monitor. às vezes suprimo. outras excedo. o ponto é vírgula exclamo fico muda dois pontos pergunto anh? igual patinete